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Sim,
é isto mesmo, somos uma Instituição dinâmica, sempre em evolução.
O
CVV adota hoje uma orientação humanista, mas nem sempre foi assim. Os
voluntários precisaram de dedicação sincera e amor real pelo próximo para irem
descobrindo, aprendendo com a experiência, a melhor forma de oferecer uma
relação de ajuda para a Outra Pessoa.
Conta-nos
Jacques Conchon* sobre a infinita aprendizagem por que passou a instituição
neste meio século de existência, vivenciando fases que hoje seriam chamadas de
bizarras. Ele fala em quatro fases:
1)
Na primeira, acreditava-se que o melhor caminho era eliminar a causa, para
cessar o efeito. Se a pessoa sofria de depressão por causa de um problema, o
caminho seria eliminar tal problema e a pessoa encontraria serenidade. Mas a
experiência espantou aqueles jovens voluntários. Quase nunca esta hipótese se
comprovava;
2)
Na segunda fase, pensou-se que a melhor forma de ajudar seria lançar luzes
sobre os problemas para que a própria pessoa pudesse resolvê-los. Seria o
ajudar a pensar, ou seja, os voluntários interferiam na vida da pessoa, davam
sugestões, julgavam e ofereciam conselhos. Rapidamente perceberam que “iluminar
os caminhos” era bem pretencioso;
3)
Na fase seguinte, se inspiraram no dito popular “não dê o peixe, ensine a
pescar”. O voluntário passou a se comportar como um amigo, reconhecendo no
valor da amizade o verdadeiro apoio que a pessoa precisava para fortalecer-se e
encontrar, ela mesma, a solução para seus problemas. A evolução havia sido
grande, mas ainda não se respeitava a liberdade humana. Havia ainda atitudes
que hoje são consideradas inconvenientes pelo CVV, como acompanhamento de casos
com consentimento ou não da pessoa que era “atendida”. Acreditavam não dar
conselhos, mas “sugeriam soluções”;
4)
Finalmente, em 1974, os voluntários foram apresentados às ideias defendidas por
Carl Rogers. Desde então o CVV vem evoluindo na linha humanista. O voluntário
hoje se vê como um amigo da pessoa, embora temporário, mas realmente
interessado em suas vivências, em como se sente. O “método” não-diretivo
passou, com o tempo, a ser comportamento; os princípios básicos – respeito,
compreensão, aceitação – estão passando a fazer parte da proposta de vida do
voluntário.


não colhe agora botão que, somente amanhã, promete desabrochar. Dá seiva à roseira que, por si só, a rosa se abrirá num sorriso a te oferecer suas pétalas... seu perfume... Dócil e integralmente, Cláudia M. Botelho - conselho
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