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"Amigos,
Não sou budista nem estou aqui fazendo qualquer marketing, mas acabei de ler o trecho abaixo num livro de Thich Nhat Hanh (o livro é Vivendo em Paz) e meu coração ceveviano me mandou compartilhar com vocês.
Thich Nhat Hanh é um monge budista da Tradição Zen, que, entre outras coisas, foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz em 1967, por ninguém menos que Martin Luther King, Jr.
Obs.: Na tradição budista, Avalokitesvara é o chamado "buda da compaixão", significa, mais ou menos, aquele que representa a suprema compaixão de todos os budas, ou seres perfeitos. Ou um aspecto de Deus, para nossas tradições ocidentais, penso.
Abstraindo-nos do aspecto religioso, vejam como parece CVV este trecho do livro citado (págs. 83-84):
"Na minha tradição, sempre que queremos nos inspirar para praticar a arte de ouvir atentamente, recitamos a seguinte oração:
Invocamos o teu nome, Avalokitesvara. Queremos aprender o seu jeito de ouvir, a fim de ajudar a aliviar os sofrimentos do mundo. Você sabe como ouvir para entender. Invocamos o teu nome a fim de exercitar a arte de ouvir com toda a atenção e com o coração aberto. Sentaremos e ouviremos sem nenhum preconceito. Sentaremos e ouviremos sem reagir ou julgar. Sentaremos e ouviremos para entender. Sentaremos e ouviremos com tamanha atenção que estaremos aptos a ouvir o que a outra pessoa está dizendo, e também o que não está sendo dito. Sabemos que só pelo fato de ouvir atentamente, já aliviamos uma grande parte da dor e do sofrimento alheio."
Grande abraço a todos vocês,
Paulo "
Essa postagem foi sugerida por nossa voluntária Rosi e escrita pelo voluntário Paulo.
Sugestões de postagens são sempre bem vindas, quem tiver interesse pode enviar o material através do formulário de contato ou no e-mail: blogcvvweb@gmail.com.


Muito bom, vou até compartilhar com outras pessoas. Saber ouvir, nos dias de hoje é muito difícil de encontrar quem faça isso, lógico que os voluntários do CVV são exceções.
ResponderExcluirAssim, o primeiro e mais simples sentimento que quero compartilhar com você é minha satisfação quando consigo realmente escutar alguém. Creio que essa tem sido uma característica antiga em mim. Ocorrem-me meus primeiros dias de escola. Uma criança fazia uma pergunta à professora e esta dava um resposta perfeita a uma pergunta diferente. Nessas ocasiões, um sentimento de dor e angustia sempre me invadia. Minha reação era: - Mas você nem mesmo o escutou! Eu sentia uma espécie de desespero infantil diante da falta de comunicação que era (e ainda é) tão comum.
ResponderExcluirCarl R. Rogers