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Qual a diferença entre psicopata e sociopata?
Apesar de alguns ramos da Psicologia não considerarem haver diferença entre as duas variações de transtorno psicológico, existem peculiaridades de cada variação, que são essenciais na hora de identificar uma pessoa que possa ser enquadrada em um dos conceitos.
Apesar de ambos serem caracterizados por pessoas tóxicas, intensas e manipuladores, para o sociopata a mentira é um artifício diário. Já para o psicopata, a inteligência e violência são armas melhores que a lábia, em especial se forem usadas secretamente.
Sociopata
Pessoas assim costumam ser centradas no egoísmo, exibindo desprezo pelas obrigações e costumes sociais e não se importando com os sentimentos dos outros. Suas reações emocionais costumam ser exageradas, teatrais, já que não têm controle da impulsividade. Os sociopatas são pessoas geralmente imaturas, ciumentas e possessivas.
Psicopata
O que define o psicopata é a ausência de medo. Viciados em adrenalina e com a noção de que jamais serão pegos, diferentemente dos sociopatas, pessoas assim costumam ser muito mais difíceis de flagrar. Pois, ao invés de mentir e chamar a atenção, psicopatas agem na calada na noite, soturnos e discretos. O psicopata quer realmente conquistar algo, pois para ele isso comprova seu talento (ou a ausência dele).
O que ambos têm em comum?
A tendência para o egocentrismo exacerbado e o desrespeito pela lei. Entretanto, quando pegos, agem de forma diferente: o psicopata pode até entender o que fez de errado e sentir culpa, mudando, enquanto o sociopata acredita que ser pego é somente um detalhe, o que não o impedirá de continuar sendo como é.
Fonte de consulta: https://www.fatosdesconhecidos.com.br/qual-a-diferenca-entre-psicopata-e-sociopata/
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Tem sido nosso tema de estudo entre voluntários do CVV e questionado como pode haver uma relação de ajuda para esse tipo de pessoa com distúrbios psicológicos que nos procura. A primeira vista podemos dizer que são pessoas sem sentimentos, egoísta, nocivas, não portam arrependimento nem remorso, realmente gostam do que fazem. E nós como voluntários podemos rejeitar esse tipo de atendimento?
“De acordo com Carl Rogers quanto mais sincero e verdadeiro for nossa postura diante da outra pessoa, maior a probabilidade de conseguirmos efetivar a relação de ajuda. “
De acordo com o que acreditamos e praticamos em nossos atendimentos, isso é um fato, não podemos comunicar algo que realmente não sentimos, pois soará falso e o OUTRO que esta com sua atenção aguçada no que falamos facilmente perceberá nossa incoerência. E ainda com tudo temos a relevância de aceitar o OUTRO mesmo sem concordar.
Assim sendo é possível manter uma postura sincera de acolhimento e compreensão quando estamos diante de indivíduos abertamente com distúrbios psicológicos sérios como psicopatas, sociopatas, pedófilos entre outros?
Torna-se um assunto polêmico se discutido entre seres da sociedade, porém entre nos voluntários já dotados de aceitação do OUTRO como ele é, sem nos apegarmos ao problema e as suas atitudes, onde nosso atendimento não nos importa o que ele fez, mas o que ele sente, a postura é diferente.
Quando nos deparamos com esses casos num atendimento e focados na filosofia, podemos e devemos oferecer a atenção que rege nosso trabalho, creio que dentro desses termos é possível um atendimento usando reflexo de conteúdo e sentimento, se houver, sem que em nenhum momento seja explicitada a concordância, aprovação ou negação. Em resumo, não nos expomos a manipulação, não julgamos, não argumentamos, simplesmente oferecemos nossa atenção e no momento mais adequado e esgotado as tentativas de voltar a conversa ao sentimento, nos sentimos no dever de finalizar uma vez que o que oferecemos não é o que o OUTRO quer naquele momento. Com esse entendimento temos a certeza que não abdicamos do atendimento sem antes nos certificar que a relação de ajuda não pode ser concluída, pelo menos nesse momento.
Esta redação foi inspirada em fatos reais, onde em momento de estudo pudemos usar a Teoria de Rogers sem violentar nossas convicções ou ofender a filosofia do trabalho.
Por: Cecilia-Guará


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