sábado, 3 de maio de 2014

Cine CVV tratará do bullying virtual

Cine CVV Internet - mês de maio - tratará da questão do bullying virtual. Pessoas usam as midias sociais para humilhar, menosprezar, desprezar outras pessoas. As pessoas afetadas sofrerão danos irreparáveis. Abaixo caso real, acontecido no Canadá. Saiba mais sobre a prevenção ao suicídio em www.cvv.org.br 

Foto: BBCBrasil.com 


Notícia que norteará o Cine CVV


03 de abril de 2014 • 09h17 • atualizado às 09h21

Após um ano, pai relata suicídio da filha por cyberbullyingRehtaeh Parsons, de 17 anos, não suportou assédio pela internet após abuso sexual; sua morte resultou em criação de lei no Canadá contra crimes online

BBC BRASIL.com

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Rehtaeh Parsons não suportou assédio e ameaças após abuso por quatro jovens

Um ano após o suicídio da filha, vítima de cyberbullying, o canadense Glen Canning falou à BBC sobre as circunstâncias de sua morte e sobre sua luta para que crimes cometidos online não fiquem impunes.

O caso da jovem Rehtaeh Parsons, de 17 anos, que se enforcou em abril do ano passado após meses de assédio e ofensas pela internet, causou comoção nacional e motivou a aprovação de uma lei no Estado canadense de Nova Scotia para punir este tipo de crime.

O Estado também é o único do país a ter criado a primeira unidade de polícia que cuida exclusivamente de queixas de cyberbullying.

Dois anos antes de tirar a própria vida, Rehtaeh havia sido abusada sexualmente por quatro jovens que fotografaram o episódio e postaram imagens nas redes socais.

O assunto rapidamente ganhou os corredores da escola da jovem, que começou a ser xingada e a receber ameaças por meio de torpedos e de seus perfis nas redes sociais.

"Foi uma bomba e ela nunca conseguiu se recuperar", diz o pai.

Memórias
Em um pequeno baú ao lado da cama da jovem, Glen guarda os pertences mais preciosos da filha. Um deles, o pequeno macacão amarelo que ela vestia quando voltou para casa do hospital após o nascimento.

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Pai de jovem conversou com a BBC sobre seu luto um ano após morte da filha

Foto: BBCBrasil.com

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"Eu estava guardando isso tudo para dar para ela mais tarde", diz ele enquanto revira papéis com tintas coloridas pinceladas pela filha quando menina.

"É tão frustrante ser um pai de uma filha que foi estuprada", diz Canning.

"Você é um pai. Em tese você é o homem na vida dela que a guia, lhe ajuda e lhe salva. E quando algo assim acontece (estupro), é difícil fazer com isso não a cause mais danos ainda. É uma luta", diz Canning, que após a morte da filha chegou a ter uma audiência com o primeiro-ministro do país para pedir medidas enérgicas contra cyberbullying.

Depois da morte da jovem, dois adolescentes foram indiciados por posse e distribuição de pornografia infantil. Os meninos não foram considerados culpados e o processo continua.

Ações
A comoção que se seguiu à morte de Rehtaeh se canalizou na falta de ação da polícia em punir o suposto estupro e o assédio que se seguiu. Pressionados, parlamentares do Estado de Nova Scotia rapidamente elaboraram uma lei para punir o cyberbullying.

O Ato de Segurança Cibernética permite a vítimas prestar queixas à polícia, ganhar proteção e até levar o caso ao tribunal. Se for considerado culpado, o acusado pode ser punido com multas ou até ser preso. A legislação especifica também que posturas devem adotar educadores e pais de menores de idade.

A unidade de polícia recebe 25 telefonemas diariamente e desde sua criação, em setembro, já atuou em 153 casos.

O policial Roger Merrick, chefe da unidade, diz que o policiamento é 50% do trabalho de sua equipe. A outra metade, diz ele, é trabalho de prevenção junto a estudantes.

A legislação estipula que os pais devem "patrulhar com responsabilidade" as atividades online de seus filhos apesar de muitos deles saberem pouco sobre o que acontece nas mídias sociais.

"Nós seguramos as mãos dos nossos filhos quando atravessamos a rua, conversamos com eles sobre o perigo que estranhos representam. Não podemos mais fingir que não sabemos sobre o lado negro da internet", diz Merrick.

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