sábado, 10 de maio de 2014

O que é um diálogo compreensivo - Parte II


Quando as atitudes de respeito pela individualidade do outro e de interesse sem desejo de posse estão presentes, os resultados são positivos.
Mas reitero que para que uma relação de ajuda possa acontecer, o voluntário tem de estar disposto a dar-se. Para que aconteça o diálogo compreensivo, o voluntário precisa sentir um interesse genuíno pelo outro como pessoa, ver-se na relação de igual para igual, em proximidade, autenticamente presente, reconhecer no outro a capacidade de mudança, garantindo-lhe a liberdade de conduzi-la.



A atitude do outro também é importante na determinação do significado da relação. Ele precisa compreender, em primeiro lugar, que tem necessidade de ajuda nesse momento. Também tem de desejar receber essa ajuda como ponto de partida na relação ou dificilmente se abrirá para ela.O voluntário necessita acreditar no potencial humano de auto cura e auto realização. Acreditar que aquela pessoa quer e pode curar-se, que tem dentro de si os recursos necessários, mas que sabe qual o melhor caminho para o seu crescimento.

Também necessita estar em congruência consigo mesmo e na relação. Mesmo porque “a relação de ajuda ideal é aquela criada por uma pessoa psicologicamente madura.”.Na relação de ajuda acontece um contato de pessoa a pessoa. Nesta relação é garantida a liberdade para partilhar as emoções. E a partilha de emoções gera confiança.

“Dizer no sentido de expressar é respeitar. É considerar o outro como pessoa é dar-lhe os meios para gerir a sua vida. Não dizer significa faltar ao respeito, isto é, manter o outro na dependência, é considerá-lo incapaz de tomar conta de si.”

Quando se está numa relação em que o crescimento e a felicidade do outro são tão reais como o crescimento e a felicidade próprios, há compreensão, vive-se liberdade e respira-se afetividade. A relação de ajuda é, de fato, uma relação do coração. De coração a coração.

Continua na próxima semana.

por Regina Lúcia de Araújo

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